Uma carta de Xablau
Xablau com Moa e Ofélia, fomo numa aventura doida ontem. De dia, nós foi até a torre do farol, onde mora uma sobreana, a Marquesa. Revirando as lixeira dela tudo, encontrei um monde fruta. Ela gosta ameixa, massã, fruta do condi e carne – e me falarão que ela ensinava a ler e escrever.
Depois disso, imos pro leste e descemo pela costa rumo ao sul, na procura do navio naufregado e de uma caixa vermelha da Ana Porteña.
Nos primeiros dias, a gente viu trilhas dos Yanguara e, num piscar de olhos, fomo cercado por um grupo de cinco Yanguara, as onssa: a famosa Pena Rubra (com transsas misturadas com penas vermelha, que era a xefe do orgulio) e mais quatro Yanguaras. Essas onssa saírão da floresta carregando o mané Deco. Demos cinco rações pra elas e pedimos que soltasse Deco como um sinal de misericordia (eta palavra grande!) e elas fizerum isso antes de sumir.
Nós continuou passando pelo moinho, pelas colina peluda e chegamo nas colina pelada. Logo ali, achamos uns geizi grande que cuspiam água quente e ela subia lá pra cima antes de cair. A areia, se andar devagar, afunda, mas se correr, tudo certo. Algumas melequinha sairão da areia e ficaram resmugando, aí fomo embora.
Nós foi pela areia pro sul e sentimos um cheiro de comida muito gostosa, parecia peixe, mas a Moa me disse que eram frutos-do-mar, já fiquei felis por que a Marquesa gosta de fruto
Nos aproximamo.
Encontramo outro grupo dos gambasinho, os micurê, tudo montadnaem capibara. O líder deles era o Dom Fumegante, Visconde das 10 Espigas, Terceiro Herdeiro do Quarto Galho da Figueira Sagrada (essa parte a marquesa escreveu para mim), ele encinou a gente um cumprimento micurê, uma reboladinha pra mostrar boa intenção.
Seguimos mais um dia e tanto pela costa até encontrarmo o meio barco naufregado, onde, adivinha, estava a tal caixa vermelha. “Xablau!!”
Durante a investigação, senti algo molhado na nuca e vimos uma mulher lindíssima, mas que parecia ser peixe e disse que o barco era dela.
Aí eu não to entendendo mais é nada.
Sei que essa mulher peixe aí, foi sedusida de volta pela Ophelia, que se sacrificou distraindo ela, pra que eu desse um único Xablau nela e pudesse fazer pirão com ela.
A Ophelia moreu. Mas foi bem honrada e enterramo pertinho do barco naufragedo, com sua espada curta cravada no topo da cova. Eu até desenhei duas presas de Yanguara no tumulo de Ophelia. Numa das noites, ouvi ela tocando sua flauta e cantando uma canção que dizia que queria ter nascido Yanguara. Espero que o desejo dela se cumpra na sua prósima vida.
O que restou do nosso grupo, eu i moa, levou os pés da sereia, um dos tentáculos que sobrarão e até retiramo a garganta dela pra estudarmos o canto.
Na volta da expedição, encontramos a Pena Rubra de novo, desta vez carregando sua neném-onssa. Fui correndo até ela e pedi para ela dar o nome da nené dela de Ophelia, em homenagem à nosa amiga que se foi. A onssa concordou aí eu dei tchau pra ela. Recolhi também umas frutas pra levar pra Marcesa.
Atravessamo os cupinzeiros e chegamo em Pontevera. Por fim, a caixa foi devolvida pra Ana Porteña, que mostrou que na caixa tinha uns tufo de cabelos de uma raça mágica estinta. Pouco depois, fomos até a Marquesa que, depois de receber a garganta da sereia de presente, topou me encinar a escreve e autorisou a Moa a ter um navio.
essa é a primeira história que Xablau está escrevendo, a Marquesa está me ensinando como juntar as letra e fazer as palavras, em breve vou ler meu primeiro livro, desculpe se tiver alguma palavra errada
Pelo Jogador Cássio